19
Fev
10

Memorial do Convento, capítulo XI

O éter e as vontades

O capítulo XI inicia-se com o regresso do padre Bartolomeu Lourenço da Holanda, onde esteve para descobrir o segredo do éter, para poder fazer voar a sua passarola.

Depois de três anos fora, voltou então a Portugal com o objectivo de regressar a Coimbra para aprofundar os seus estudos mas antes disso realizou duas paragens. Primeiro, dirigiu-se à Quinta de S. Sebastião da Pedreira para ver como se encontrava a sua passarola. A abegoaria encontrava-se um pouco abandonada, os instrumentos estavam espalhados pelo chão, pardais voavam no seu interior, os ferros encontravam-se enferrujados, eram várias as pegadas no chão; no entanto,  a disposição da enxerga mostrava que alguém lá tinha dormido O padre pôde então comprovar que Baltasar lá tinha ido, apesar de não tantas vezes como lhe pedira.

Em segundo lugar, o padre decidiu passar por Mafra para visitar Baltasar e Blimunda. Quando lá chegou deparou-se com centenas de homens a correrem de um lado para o outro e com inúmeras explosões de pólvora que indicavam a construção do convento. Depois de perguntar ao pároco Francisco Gonçalves – na casa do qual iria ficar hospedado pela noite – onde vivia Sete-Sóis, dirigiu-se para a casa deste, onde, sem bater à porta, foi logo recebido por Blimunda. Quando já estão os três, o padre pede-lhes então para se encontrarem na manhã seguinte uma hora antes do sol nascer.

Como combinado, no dia seguinte encontram-se, e Bartolomeu conta o que aprendeu: o éter consiste na vontade dos vivos e tem o aspecto de uma nuvem fechada sobre a boca do estômago. Pede a Blimunda para ver a vontade dentro das pessoas e dá-lhe uma garrafa com uma pastilha de âmbar no fundo para esta as recolher. De seguida diz-lhes que, a devido tempo, iriam receber notícias para voltarem a Lisboa Fica então Blimunda incumbida de recolher as vontades e Baltasar da construção da passarola.

Feitos estes pedidos, o padre Bartolomeu ruma a Coimbra montado na sua mula.

Filipa Neto


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